quinta-feira, 16 de julho de 2015

Virgem Peregrina em Vila Flor




  «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor» (Lc 1,42-45).
«A Mãe do meu Senhor» é o que Isabel chama a Maria. Título que corresponde à sua missão única, absolutamente nova e absolutamente original: ser Mãe do Filho de Deus que vem para salvar o mundo. E, por isso, logo após a saudação de Isabel, Maria entoa o Magnificat cuja finalidade é cantar e enumerar as imensas maravilhas que Deus realiza na vida daqueles que O deixam entrar no seu coração.
A humanidade, cada um de nós, é uma ânsia de harmonia.
Harmonia connosco, harmonia com os outros, harmonia com a criação e, sobretudo, harmonia com Deus. Quando estamos bem connosco, com os outros e com Deus, sentimos que os horizontes do nosso viver se alargam e que a felicidade passa de simples promessa a vocação e a experiência construída.
Como humanidade e como pessoas temos muito mais a ver com o amor do que com o ódio; temos muito mais a ver com a paz do que com a agressividade; temos muito mais a ver com o acolhimento do que com a indiferença. Somos imagem e semelhança de Deus.
Mas, como humanidade, também sabemos, e por experiência, que os nossos desejos às vezes se baralham e que, muitas vezes, acabamos por preferir coisas e tomar atitudes que contradizem a nossa vocação.
Sabemos que a indiferença entra nas nossas relações; sabemos, por experiência, que a inveja nos conduz à agressão; sabemos que a vaidade nos leva a esquecer os outros. E, mesmo sem querer, às vezes, dependendo da nossa liberdade, acabamos por construir uma história de infelicidade.

E a nossa vocação é outra. Então clamamos a Deus e pedimos ajuda. Deus quer construir com a humanidade uma história para a eternidade. Nós, às vezes, queremos construir com Deus uma história apenas para aliviar determinados momentos de sofrimento. Mas Deus insiste e permanentemente nos procura. E em Maria, Mãe de Jesus, Deus estabelece com a humanidade uma ponte permanente que nos faz experimentar como é bom viver junto de Deus e com os outros como irmãos.» Texto do Santuário de Fátima

Virgem Peregrina Nossa Srª Fátima no Santuário Nª Srª Assunção



Numa grande manifestação de fé e devoção, com vários milhares de pessoas, oriundos desta Unidade Pastoral de Vila Flor, um grande grupo da U. P. de Carrazeda de Ansiães, e tantos devotos que vieram até nós, acolheram a Virgem Peregrina Nossa Senhora de Fátima, no mais belo Santuário da nossa Diocese.

Introdução à Procissão de velas
  Somos um povo que caminha, Igreja que peregrina. As procissões são a experiência sensível dessa nossa identidade. Todos nós, batizados, somos permanentemente peregrinos de um encontro mais forte e mais pleno com Deus porque, todos nós, batizados, somos também peregrinos da nossa própria verdade.
Nesta escola da aprendizagem do amor e da verdade, a Virgem Maria é Mãe e é Mestra. Quando nos deixamos acompanhar pela Mãe do Céu, aproxima-mo-nos sempre mais de Jesus e percebe-mo-nos sempre melhor a nós próprios. É por isso que, nos caminhos que fazemos – símbolo de todas as nossas caminhadas para Deus –, nos fazemos acompanhar pela Mãe de Deus cuja presença aqui se torna sensível na imagem da Virgem Peregrina.
Aprender a dar tempo ao tempo é a grande sabedoria dos peregrinos, dos que caminham: não perder tempo, mas também não embarcar em corridas que esgotam antes do tempo; ir pela vida, passo a passo, pacientemente, sem desesperos e sem precipitações; ir, sem ansiedades banais e sem dispersar as forças; ir com a certeza de que se chegará.
O peregrino confia em Deus, põe esperança em cada passo, sente-se caminhar ao lado de tantos que procuram a verdade e a sabedoria, sabe que não vai sozinho, no caminho que faz com os pés e na vida que constrói com as opções.
O peregrino tem um objetivo, uma meta; e tem, por isso, aquela tranquilidade persistente que acaba por vencer as dificuldades e que faz com que em cada gesto se coloque amor e serenidade.