segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A graça de ser...


"O que te peço, Senhor, é a graça de ser. 
Não te peço mapas, peço-te caminhos. 
O gosto dos caminhos recomeçados, com as suas surpresas, suas mudanças, sua beleza. 
Não te peço coisas para segurar, 
mas que as minhas mãos vazias se entusiasmem na construção da vida. 
Não te peço que pares o tempo na minha imagem predilecta, 
mas que ensines meus olhos a encarar cada tempo como uma nova oportunidade. 
Afasta de mim as palavras que servem apenas para evocar cansaços, desânimos, distâncias. 
Que eu não pense saber já tudo acerca de mim ou dos outros. 
Mesmo quando eu não posso ou quando eu não tenho, 
sei que posso ser, ser simplesmente. 
É isso que eu te peço, Senhor: a graça de ser."


P. José Tolentino Mendonça


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O restaurante mais feliz do mundo


Tim Harris, tem o sindrome de down, é dono do único restaurante do mundo em que para além de fornecer comida, dá abraços.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

7 mil milhões de Outros - Felicidade

7 Mil Milhões de Outros, é um projecto de Yann Arthus-Bertrand que decidiu filmar 6.000 entrevistas em 84 países, por cerca de 20 realizadores que partiram ao encontro dos Outros. De um pescador brasileiro a um sapateiro chinês, de um artista alemão a um agricultor afegão, todos responderam às mesmas perguntas sobre os seus medos, sonhos, problemas, esperanças.
 Mais de quarenta perguntas essenciais que nos ajudam a descobrir o que nos separa e o que nos une. São retratos, ou o retrato, da humanidade.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Epifania -Manifestação

Esta é a grande missão da Igreja: dar Jesus ao
mundo, iluminar o mundo com a luz do Senhor, ser casa espaçosa e
aconchegante da Palavra na qual toda a humanidade possa ver a salvação do nosso Deus!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O que eu desejo para 2015


Eu desejo que todos os adultos sejam mais crianças. Que eles se "estressem" menos e se divirtam mais, sorriam mais.

Que façam guerras apenas de travesseiros. 

E que briguem só de mentirinha. 

Eu desejo que eles curtam mais os amigos que as redes sociais. 

Que enviem mais flores que mensagens de celular.

Que passem horas no trabalho somente se for para encontrar uma ideia que pode salvar o planeta. 

Em 2015, eu desejo que o amor seja única epidemia do mundo. E que ela se espalhe por todos os cantos, por cada continente, contagiando a todos os seres vivos.

Em 2015, eu desejo que tenhamos tsunamis de esperança, de carinhos e de boas ações. 

E que os furacões passem derrubando apenas o preconceito, o mau humor e o egoísmo. 

Em 2015, eu desejo que a cura para a maldade seja, enfim, descoberta. 

Que “morrer de fome” seja só uma expressão até o almoço ficar pronto. 

E que o ano passe bem mais devagar para que dê tempo de todos os meus desejos serem realizados. 

Em 2015, eu desejo um feliz mundo novo pra você!

Deivison Pedroza Produção: Ayron borsari  Atores Mirins: Todos Filhos e Sobrinhos de Deivison Pedroza  João Paes Figueiredo Cavalcante  Arthur Cavalcante  Ana Lucia Cavalcante  Lívia Cavalcante  Matheus Freitas  Luiz Felipe Cavalcante  Laiz Cavalcante  Publicado a 18/12/2014

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz - 1 Janeiro 2015


O Papa Francisco denuncia na sua mensagem para o 48.º Dia Mundial da Paz o “fenómeno abominável” da escravatura e do tráfico de pessoas, apelando ao compromisso de governos, empresas, religiões e sociedade civil. “Ainda hoje milhões de pessoas – crianças, homens e mulheres de todas as idades – são privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura”, escreve, no texto apresentado esta manhã pelo Vaticano. Na segunda mensagem para esta celebração anual, assinalada a 1 de janeiro, o Papa escolheu como tema ‘Já não escravos, mas irmãos’, condenando a “rejeição do outro, maus-tratos às pessoas, violação da dignidade e dos direitos fundamentais, institucionalização de desigualdades”. Francisco fala sobre as “múltiplas faces da escravatura”, recordando trabalhadores e trabalhadoras, incluindo menores, “escravizados nos mais diversos setores”; os imigrantes remetidos para a clandestinidade ou para “condições indignas” de vida e trabalho. “Sim! Penso no «trabalho escravo»”, alerta o Papa, desafiando as empresas a “garantir aos seus empregados condições de trabalho dignas e salários adequados” e a “vigiar para que não tenham lugar, nas cadeias de distribuição, formas de servidão ou tráfico de pessoas humanas”. A mensagem alude ainda às redes de prostituição, aos casamentos forçados, ao tráfico e comercialização de órgãos, às crianças-soldados, aos pedintes, ao recrutamento para produção ou venda de drogas e a formas disfarçadas de adoção internacional. O Papa chama a atenção para “aqueles que são raptados e mantidos em cativeiro por grupos terroristas”, servindo como “combatentes” ou como “escravas sexuais”. “O flagelo generalizado da exploração do homem pelo homem fere gravemente a vida de comunhão e a vocação a tecer relações interpessoais marcadas pelo respeito, a justiça e a caridade”, assinala a mensagem. Face à dimensão atual do problema, Francisco propõe um compromisso global de “prevenção, proteção das vítimas e ação judicial contra os responsáveis” pelas formas de escravatura e tráfico humanos. “Tal como as organizações criminosas usam redes globais para alcançar os seus objetivos, assim também a ação para vencer este fenómeno requer um esforço comum e igualmente global por parte dos diferentes atores que compõem a sociedade”, explica. O Papa espera uma “mobilização de dimensões comparáveis às do próprio fenómeno” para combater o “flagelo da escravidão contemporânea”, pedindo às instituições e a cada um que “não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade”. No início deste mês, o Papa uniu-se a vários líderes religiosos mundiais, no Vaticano, numa declaração comum pela erradicação da escravatura até 2020.Francisco refere que as sociedades humanas conhecem o fenómeno da escravatura “desde tempos imemoriais” e que esta foi formalmente abolida no mundo “na sequência duma evolução positiva da consciência da humanidade”. “Na raiz da escravatura, está uma conceção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objeto”, precisa. Partindo da Bíblia, o Papa assinala que, como irmãos e irmãs, “todas as pessoas estão, por natureza, relacionadas umas com as outras” e que a “a realidade negativa do pecado” interrompe esta fraternidade. A mensagem para o Dia Mundial da Paz 2015 deixa uma oração “a fim de que cessem as guerras, os conflitos e os inúmeros sofrimentos provocados quer pela mão do homem quer por velhas e novas epidemias e pelos efeitos devastadores das calamidades naturais”.
Fonte:  (Ecclesia)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Natal - o discreto silêncio de Deus"

Para não andarmos à procura de um Deus que afinal está no meio de nós

ImagemD.R.
Por mais avassalador que seja o volume de informação que diariamente ingerimos, nunca saberemos o suficiente sobre o que se passa no mundo.
Por mais compêndios que estudemos acerca de história, ciências e artes, sempre ficará por compreender, no seu todo, o incomensurável mistério do homem. 
Vamos, por isso, percebendo aos poucos que a maior parte de nós não se diz nem se explica. Mergulha no profundo lago do simbólico e na expressão nebulosa de todas as nossas perguntas lógicas sem resposta. Ou melhor: é na simplicidade última das palavras e dos gestos que dizemos o mais sublime que há em nós e no mundo. 
À medida que vamos tateando esta teia do incompreensível e do indizível, na pesquisa inquieta do infinito que há dentro e fora de nós, como que vamos pressentindo a alma das pessoas numa aproximação desconcertante a Deus. Pessoa. Sem o sabermos dizer por inteiro, nem por inteiro o compreendermos. Socorremo-nos do rito, que parece estreito, emocional, impercetível e até ilógico. Mas é aí que encontramos algum conforto naquilo que queremos e não sabemos dizer. 
O Natal tem dois mil anos acumulados de narrativas, expressões, culturas, adulterações, aproveitamentos. E apetece-nos, por vezes, rejeitar os adereços que cruzam pensares, dizeres e interesses alheios ao sobrenatural. Mas é nosso dever tentar, até à exaustão, descobrir os ritos que o mundo de hoje, muito fragmentariamente, oferece de simplicidade, beleza, solidariedade, compaixão, reconciliação, encontro de família, gestos de ternura, a que só falta um nome que aos cristãos compete explicitar: Jesus. O Natal tem excessos de verniz e clarões de brilho fátuo. Mas interessa potenciar e até reconverter estes signos que se escondem na aparente profanidade das manifestações sociais. 
Importa ouvir esse sermão que ressoa do deserto, por outras palavras, e repete elementos essenciais da mensagem de Jesus há dois mil anos proclamada. Para não andarmos aturdidos à procura dum Deus que afinal está no meio de nós. 


Título original do texto: "Natal - o discreto silêncio de Deus"



António Rego 
In "Um ramo de amendoeira", ed. Paulinas 
Publicado em 07.12.2014
Fonte: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Festa da Avé Maria




Imaculada Conceição


Maria Imaculada, dá-nos: 
Um pouco da tua força na minha fraqueza, 
Um pouco da tua coragem no meu desalento, 
Um pouco da tua luz para a minha escuridão, 
Um pouco da tua chama para o meu gelo, 
Um pouco da tua luz para a minha noite, 
Um pouco da tua alegria para a minha tristeza, 
Um pouco da tua sabedoria para a minha ignorância, 
Um pouco do teu amor para o meu egoísmo, 
Um pouco do teu carinho para a minha indiferença,
Um pouco da tua esperança para os meus desesperos,
 
Um pouco do teu amor a Deus para a minha pouca fé, 
Um pouco da tua felicidade para a minha sede de vida. 
Tudo isto Te pedimos, Mãe Imaculada,
porque te encontras no meio de nós
e nos escutas com amor de mãe. 
Ámen.