domingo, 12 de fevereiro de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Estrela Polar

                                               Esta canção é dedicada ao 9º Ano

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Civilização



Nada há que tão notavelmente determine o auge de uma civilização, como o conhecimento, nos que a vivem, da esterilidade de todo o esforço, porque nos regem leis implacáveis, que nada revoga nem obstrui. Somos, porventura, servos algemados ao capricho de deuses, mais fortes porém não
melhores que nós, subordinados, nós como eles, à regência férrea de um Destino abstracto, superior à justiça e à bondade, alheio ao bem e ao mal.
Fernando Pessoa

A alegria dos livros

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Precisamos de Santos


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças de ganga e sapatilhas.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que colocam Deus em
primeiro lugar, mas que também se ‘esforcem’ na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo para rezar
e que saibam namorar na pureza
e castidade, ou que se consagrem na sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século
XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e
as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem
no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot-dogs
que usem jeans, que sejam internautas, que usem walkman.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro,
de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia
e que não tenham vergonha de tomar um ‘copo’
ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos,
alegres e companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo;
e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo,
mas que não sejam mundanos."
João Paulo II

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O poeta

Poeta beija tudo, graças a Deus. E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade... E diz assim: "É preciso saber olhar...". E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos. E levanta uma pedra escura e áspera para mostrar uma flor que está por detrás... E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha... E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu,
um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, um bocadinho de Sol depois de um dia chuvoso... E acha que tudo é importante... E pega no braço dos homens que estavam tristes e vai passear com eles para o jardim... E reparou que os homens estavam tristes... E escreveu uns versos que começam desta maneira: "O segredo é amar...".
Sebastião da Gama

O tempo não é nada

                           

Ser feliz 
É preciso querer ser feliz e contribuir para isso.
Se ficarmos na posição do espectador impassível, deixando para a felicidade apenas a entrada livre e as portas abertas, será a tristeza que entrará.
Émile-Auguste Chartier

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Horário de Jesus

Actividades importantes de Jesus ao longo do dia:

1 -Estava com os amigos
2 - Dava alegria aos tristes e aos que sofriam
3 - Rezava a Deus
4 - Falava de Deus Amor a toda a gente

Assim é o nosso Deus: Ama sem julgar, perdoa sem castigar, salva sem cobrar nada.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Vive feliz



"Não te inquietes com as dificuldades da vida
com os seus altos e baixos, com as suas decepções
com o seu futuro mais ou menos sombrio.
Quer o que Deus quer.

Oferece no meio das inquietações e dificuldades
o sacrificio da tua alma simples que, apesar de tudo,
aceita os designios da providência.

Pouco importa se te consideras um frustado
Se Deus te considera completamente realizado a seu modo.

Perde-te confiando cegamente nesse Deus que te quer para si,
e que chegará até ti, ainda que nunca o vejas.

Pensa que estás nas suas mãos
tanto fortemente seguro
quanto mais decaído e triste te sintas.

Vive feliz. suplico-te.
Vive em paz, que nada te altere,
que nada seja capaz de tirar-te a paz,
nem a fadiga mental nem as falhas morais.
Faz com que brote, e conserva sempre no teu rosto
um sorriso doce, reflexo daquele que o Senhor continuamente te dirige.

E no fundo da tua alma, coloca, primeiro que tudo,
como fonte de energia e critério de verdade,
tudo aquilo que te encha da paz de Deus.

Lembra-te, tudo o que te inquieta e oprime é falso:
asseguro-te em nome das leias da vida e das promessas de Deus.

Por isso, quanto te sintas abatido e triste,
adora e confia."

Teilhard de Chardin sj



Pode servir para uma pequena reflexão. A mim serviu...
Bom fim de semana

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O manual de instruções


"Depois de comprar uma nova máquina de descascar legumes, a mulher tentou – usando o manual de instruções – fazer com que funcionasse.
Terminou por desistir, deixando as peças espalhadas na mesa.
“Mas como conseguiu isso?”, perguntou surpresa. ”Bem, como não sei ler, fui obrigada a usar a cabeça”, foi a resposta.
Foi ao mercado, e ao voltar descobriu que a empregada tinha montado o aparelho". Paulo Coelho

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O vento

O vento sopra contra
As janelas fechadas

Na planície imensa
Na planície absorta,
Na planície que está morta

E os cabelos do ar ondulam loucos
Tão compridos que dão a volta ao mundo

Sento-me ao lado das coisas
E bordo toda a noite a minha vida

Aqueles dias tecidos
Que tinham um ar de fantasia
Quando vieram brincar dentro de mim

E o vento contra as janelas
Faz-me pensar que eu talvez seja um pássaro.

Sophia de Mello Breyner
in: "Obra Poética I", Caminho 1999

sábado, 28 de janeiro de 2012

Redes


Construir redes que cativam corações, transformam e realizam desejos, unem pessoas, criam histórias de amor, desfazem enredos e prolongam as vidas. É esse o desafio que nos é proposto.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Hino ao Silêncio de Bento XVI



Silêncio e palavra [são] dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas.
Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo.
No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos.
Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias.
Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena....

O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio.
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Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus.
Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa.
Na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade.
Imagem
Silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo.

Bento XVI Excertos da mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais 2012 Imagens: Edward Hopper 

7º C 2012

5º C - 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Caminho, Verdade e Vida


Tu, meu Caminho.
Esse Caminho que atravessa a treva,
o deserto desta vida faminta.
Que conduz ao lar que me preparas;
ao teu rosto, luz em tantos outros reflectida;
à tua casa, que é família que acolhe, sem distinção;
que é mesa que partilha, sem preferidos;
que é Igreja que cresce, sem distâncias.

Tu, minha Verdade.
Essa Verdade que floresce entre os muros quebrados,
desta vida em ruínas,
e destas verdades dispersas.
Brotas na mão amiga e assim constróis de novo;
falas na palavra de alento e assim colocas as minhas pedras caídas;
acolhes no abraço forte e assim fortaleces o meu alicerce, a minha raiz,
e assim cresce a tua obra, e assim crias o teu Reino.

Tu, minha Vida.
Essa Vida que se serve inteira, sem pedaços.
A que se contagia, porque atravessa os tempos.
A que descobre o Pai, porque transcende.
A vida que se entrega, porque a não limita a pele.
A que ressuscita, porque a não vence a morte.



Que os meus pés, Senhor, desgastem teu Caminho;
que entenda e anuncie, Pai, tua Verdade;
e que a minha Vida, tudo incluído, seja tua Vida.

Miguel Diez, in Silencios Guiados. Valladolid, 2008

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Se eu pudesse



Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída."

Mahatma Gandhi

Enviada por Anita a "Transmontana"

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Faça-o conhecer o mundo...



"Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve.

Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite.
Descubra uma fonte e faça banhar-se quem vive no lodo.
Pegue uma lágrima e ponha-a no rosto de quem jamais chorou.
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar.
Descubra a vida e narre-a a quem não sabe entendê-la.
Pegue a esperança e viva na sua luz.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o amor e faça-o conhecer ao mundo”
Gandhi

domingo, 15 de janeiro de 2012

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Partida


"Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, 
e traiçoeiro o mar...
(Só nos é concedida
Esta vida que temos;
E é nela que é preciso procurar
O velho paraíso que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida, a revolta imensidão,
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar."
(A Viagem, Miguel Torga)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tornar Visível o Invísivel

"Das coisas mais extraordinárias no ser humano é a sua capacidade criativa.
Não há dúvida nenhuma de que se pode chamar a atenção para os diversos problemas que atravessam o mundo de hoje de uma forma pacífica e marcante.
Penso que ninguém ficará indiferente a este tipo de apelo.
Num mundo tão causticado pela violência, estas chamadas de atenção acabam por ter muito mais impacto do que o tão abusado recurso à contestação violenta.
Procuremos ser criativos na busca de um mundo mais justo e melhor!"

Rita Casqueiro

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Aurora boreal


Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia,
e a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.


[ António Gedeão]

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Receita de Novo Ano


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ainda

Ainda espero o amor
como no ringue o lutador caído
espera a sala vazia

primeiro vive-se e não se pensa em nada
não me digam a mim
com o tempo apenas se consegue
chegar aos degraus da frente:
é difícil
é cada vez mais difícil entrar em casa

não discuto o que fizeram de nós estes anos
a verdade é de outra importância
mas hoje anuncio que me despeço
à procura de um país de árvores

e ainda se me deixo ficar
um pouco além do razoável
não ouvem? O amor é um cordeiro
que grita abraçado à minha canção

José Tolentino Mendonça ]

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um desejo


“Espírito da Terra capaz de romper através da vida obscura da inércia animal para oferecer uma face de Deus ao apelo universal da luz, a Esfinge é encarnação perfeita da ambiguidade radical da situação humana. E ao mesmo tempo a realização plástica mais concreta do acto original do homem: a poesia.”


Eduardo Lourenço ]