quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Que reino ...
O Reino de Deus não é simplesmente “outro mundo”, mas acima de tudo este mundo tornado outro, re-novado, o mundo velho tornado novo: "Eis que eu faço novas todas as coisas!" (Ap 21, 5) A oração do Reino não é “seja feita a Tua vontade no céu, no céu…” mas antes “seja feita a Tua vontade aqui na terra, como no céu”. Não é algo de puramente espiritual nem para depois, assim como não é uma imediatez de conforto nem se esgota na libertação deste ou daquele mal. É a totalidade desta Criação a entrar na ordem de Deus, o movimento de toda a Criação a entrar dentro da Vinda permanente de Deus, encontro profundamente dinâmico e transformador.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Saber dizer não
"Um estranho procurou o abade Pastor no mosteiro de Sceta.
— Quero melhorar minha vida – disse ele. — Mas não consigo deixar de pensar em coisas pecaminosas.
O abade Pastor reparou que ventava lá fora, e pediu ao estranho:
— Aqui está muito quente. Será que o senhor podia pegar um pouco de vento lá fora, e trazê-lo para refrescar a sala?
— Isto é impossível — disse o estranho.
— Da mesma maneira, é impossível deixar de pensar em coisas que ofendem a Deus, respondeu o abade. — Mas, se você souber dizer não às tentações, elas não vão lhe causar nenhum mal." Paulo Coelho
domingo, 23 de outubro de 2011
O essencial
“O amor ao próximo é a nossa estrada para encontrar a Deus! E o fechar os olhos diante do próximo torna-nos cegos também diante de Deus” (Bento XVI, DCE 16). Por isso, estejamos bem atentos, porque o amor não é cego! O amor dá-nos um coração que vê. «Este coração vê onde há necessidade de amor e age, de acordo com isso» (Bento XVI, DCE 31). Ora, a caridade dá muito que fazer!
sábado, 22 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Bailado
BAILADO
Quebrada pela cintura
Abre em dois frutos o peito.
E o seu calcanhar procura
A ponta do pé direito.
O vento dá-lhe na cara,
Escondida pelo lenço.
E o luar, que a decepara,
Deixa-lhe o busto suspenso...
Os olhos, como hei-de vê-los,
Se os desejos, menos vãos,
Morrem só por que os cabelos
Nos deixam sombras nas mãos?
Indizível, mas perfeito
Indício de formusura!
Abre em dois frutos o peito,
Quebrada pela cintura...
Pedro Homem de Mello
Quebrada pela cintura
Abre em dois frutos o peito.
E o seu calcanhar procura
A ponta do pé direito.
O vento dá-lhe na cara,
Escondida pelo lenço.
E o luar, que a decepara,
Deixa-lhe o busto suspenso...
Os olhos, como hei-de vê-los,
Se os desejos, menos vãos,
Morrem só por que os cabelos
Nos deixam sombras nas mãos?
Indizível, mas perfeito
Indício de formusura!
Abre em dois frutos o peito,
Quebrada pela cintura...
Pedro Homem de Mello
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
As muletas
Durante sete anos não pude dar um passo.
Quando fui ao grande médico
Ele perguntou-me: “Porque usas essas muletas?”
E eu disse: “Porque estou paralítico!
“Não é estranho – disse-me -.
Experimenta caminhar. São essas coisas
Que te impedem de caminhar.
Anda, atreve-te, arrasta-te a quatro patas!”
Rindo como um monstro,
Tirou-me as minhas belas muletas;
Quebrou-as nas minhas costas e, sem deixar de se rir,
Lançou-as ao fogo.
Agora estou curado. Caminho.
Curou-me uma gargalhada.
Às vezes, é que, quando vejo paus,
Caminho com mais dificuldade por umas horas.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Depende de nós
"Certa vez, um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vive neste lugar?
- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem? Perguntou por sua vez o ancião.
- Oh! Um grupo de egoístas e malvados - replicou-lhe o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho replicou:
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui, respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exactamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos."
(Autor desconhecido)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Juizos precipitados
"De uma forma cómica, este vídeo levou-me a pensar num assunto um pouco mais sério. Porque é que tantas vezes nos precipitamos em julgar erradamente os outros?Fazendo um pequeno exame de consciência, reconheço pelo menos dois motivos que podem levar a isso. O primeiro prende-se com o facto de não nos preocupamos em ter aquilo a que alguns chamam “visão de helicóptero”, isto é, uma visão que nos permita observar o que se passa de todos os ângulos, de forma a podermos avaliar globalmente a situação. O segundo tem a ver com a nossa dificuldade em pormo-nos no lugar do outro, tentando entender os seus critérios e as suas motivações. Usando estas duas estratégias, certamente seremos muito menos tentados em apontar o dedo a alguém. Convém também nunca esquecer que, ao apontarmos o dedo a alguém, teremos pelo menos três dedos direccionados para nós." | |
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Ando
Vivo minha vida em círculos em expansão
que sobre as coisas estão a passar.
Talvez não consiga ao último cumprimento dar,
mas vou tentar com determinação.
Ando à volta de Deus, da torre ancestral,
e ando há milénios sem repouso;
e ainda não sei: sou um falcão,um vendaval
ou um cântico grandioso.
[ Rainer Maria Rilke ]
que sobre as coisas estão a passar.
Talvez não consiga ao último cumprimento dar,
mas vou tentar com determinação.
Ando à volta de Deus, da torre ancestral,
e ando há milénios sem repouso;
e ainda não sei: sou um falcão,um vendaval
ou um cântico grandioso.
[ Rainer Maria Rilke ]
terça-feira, 4 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
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