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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Tentar

 
«Um casal de 30 anos pergunta a um outro de 80 casados há mais de 50 como permaneceram juntos tanto tempo. Ao que eles responderam: " Sabe? É q nós somos do tempo em que nada se deitava fora. Apenas se concertava"».(anónimo)
 
Ao terminar esta Jornada Mundial da Juventude, vários desafios ficaram no ar. O Papa pediu para se lutar contra o descartável - não serve deita fora - claro está, referindo-se às pessoas. Se conseguíssemos "concertar" as relações entre os que nos estão mais próximos... podíamos tentar !!!


sábado, 27 de julho de 2013

Como fugir à banalidade e rotina

 
Como posso fugir à banalidade e rotina do meu quotidiano?
 
Na minha opinião, existem duas formas de fugir à banalidade e à rotina do quotidiano.
 
A primeira consiste em conservar uma certa distância, também em termos espaciais, da área do quotidiano. Posso recolher-me frequentemente no silêncio. Posso retirar-me para o lugar onde costumo meditar e fazê-lo em silêncio...
 
A segunda forma consiste, para mim, em aceitar a banalidade e a rotina do meu quotidiano, e em descobrir qualquer coisa especial precisamente naquilo que parece normal...
 
E, de repente, o vazio transforma-se em plenitude, o banal em sagrado e a rotina desabrocha para as surpresas divinas, nas quais o carácter disponível do amor divino penetra na vivência dos meus dias.
 
 
Anselm Grün
In O livro das respostas de Anselm Grün, ed. Paulinas

terça-feira, 23 de julho de 2013

Respeito

 
No meu caminho para São Paulo, parei em Aparecida do Norte. A igreja estava quase deserta, exceto por algumas pessoas que conversavam perto do altar-mor. Reconheci no grupo uma velha amiga, Mirna Gritzch, e me aproximei.
Eis o que vi: um lama tibetano com seus fiéis, entre os quais minha amiga, conversava com um padre católico. O monge não falava português, o padre não falava inglês. O monge contava as manifestações da Grande Mãe, o padre falava das aparições marianas. O monge vestia-se de verde e azul, o padre usava paramentos brancos. O monge tinha contas de rezar na mão, o padre segurava um terço. E, apesar das aparentes diferenças, os dois estavam unidos na fé em Deus e no amor ao próximo.
No final, rezamos todos diante da imagem de N.S. Aparecida. O monge cantou mantras, os católicos rezaram ao som daquelas melodias. E o respeito entre os homens se mostrou possível.
                                                                                   Paulo Coelho

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Acredita em ti mesmo

O homem converte-se aos poucos naquilo que acredita poder vir a ser. Se me repetir incessantemente a mim mesmo que sou incapaz de fazer determinada coisa, é possível que isso acabe finalmente por se tornar verdade. Pelo contrário, se acreditar que a posso fazer, acabarei garantidamente por adquirir a capacidade para a fazer, ainda que não a tenha num primeiro momento.

Mohandas Gandhi, in 'The Words of Gandhi'

terça-feira, 9 de julho de 2013

Eu acredito...

 
O músico Bono Vox, da banda irlandesa U2, parafraseou o autor inglês C.S. Lewis, durante uma entrevista, ao dizer que Jesus Cristo ou era Filho de Deus, ou era louco.
“Quando as pessoas dizem que ele era um bom mestre, um profeta ou um tipo muito porreiro… Não era assim que Jesus se descrevia. Por isso temos de enfrentar este desafio. Ou Jesus era quem dizia que era, ou então era completamente louco”.
Confrontado com estas duas hipóteses, o vocalista, um dos mais populares do planeta, não hesita: “Eu acredito que Jesus era filho de Deus. Compreendo que para algumas pessoas isso possa parecer ridículo, e temos de respeitar muito essas pessoas”, insistiu.
As declarações foram feitas durante uma entrevista, nos Estados Unidos, com o director-geral da organização Focus on the Family, uma organização cristã. A entrevista será transmitida num programa de rádio da organização na terça-feira, dia 25, mas a Religion News Service adiantou alguns dos pormenores da conversa.

Salmos poderosos

Bono aproveitou para falar também da Bíblia em termos musicais. “David era músico, por isso é claro que gosto dele. O que os salmos têm de poderoso é que para além de serem ‘gospel’ e cânticos de adoração, são também ‘blues’. É muito importante os cristãos serem honestos com Deus. Normalmente Deus está muito mais interessado em quem nós somos do que em quem gostaríamos de ser”.
Quanto a Jesus, o artista recorre à passagem no capítulo 9º do Evangelho de Lucas, em que Jesus diz a um homem para não esperar para sepultar o seu pai, mas para O seguir imediatamente. “Parece-me uma atitude punk rock. Ele viu directamente o coração daquele homem. Percebeu que ele não o ia seguir, que era só fachada. Temos de ser mais extremos, não procurar tanto os sinais exteriores de rectidão. Ver as acções”.
Bono nasceu na Irlanda, filho de pai católico e mãe protestante. O cantor foi educado na Igreja da Irlanda, ramo da Igreja Anglicana. Todos os membros dos U2 são cristãos e a banda, no seu início era considerada do género da música cristã contemporânea. Apesar do seu enorme sucesso, sendo hoje uma das mais famosas e populares do mundo, os membros nunca perderam as suas referências cristãs e várias das suas músicas têm mensagens nesse sentido.
Fonte: RR

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Não julgues


Não julgues...
Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam
Até onde alcançam muito pouco...
Ao pouco que ouves
Acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro,
Cuidadosamente separados.
Em vão traças uma linha
Para estabelecer um limite.

Se houver uma melodia escondida no teu interior,
Desperta-a quando percorreres o caminho.
Na canção não há argumento,
Nem o apelo do trabalho...
A quem lhe agradar responderá,
A quem lhe agradar não ficará impassível.
Que importa que uns homens sejam bons
E outros não o sejam?
São viajantes do mesmo caminho.
Não julgues,
Ah, o tempo voa
E toda a discussão é inútil.

Olha, as flores florescem à beira do bosque,
Trazendo uma mensagem do céu,
Porque é um amigo da terra;
Com as chuvas de Julho
A erva inunda a terra de verde,
e enche a sua taça até à borda.
Esquecendo a identidade,
Enche o teu coração de simples alegria.
Viajante,
Disperso ao longo do caminho,
O tesouro amontoa-se à medida que caminhas.
Rabindranath Tagore,
in Poesia, tradução de José Agostinho Baptista,
Assírio & Alvim (2004)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Verbo da Vida



O que existia desde o princípio,
o que nós ouvimos,
o que nós vimos com os nossos olhos,
o que nós contemplámos e as nossas mãos tocaram
acerca do Verbo da Vida,

- sim, porque a Vida manifestou-se;
nós vimo-la,
e é dela que damos testemunho
e anunciamo-vos a Vida eterna
que estava junto do Pai
e que se manifestou a nós -

o que nós vimos e ouvimos,
é isso que vos anunciamos,
para que também vós estejais em comunhão connosco.
E nós estamos em comunhão com o Pai
e com seu Filho, Jesus Cristo.

Escrevemo-vos estas coisas para que a nossa alegria seja completa.
1ª carta de João, cap. 1, versículos 1-4

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tempo de vida

Para cada um, o tempo de vida
que lhe foi concedido é o breve instante
em que chega a ser aquilo que há-de ser (Karl Rhaner)

terça-feira, 25 de junho de 2013

O silêncio de Deus


Tu és o silêncio!
Do nada criaste vida,
tudo quanto existe
é demasiado belo,
provisoriamente belo
para sermos nós a sua origem!
Como viver intensamente tão breve tempo?
Como colorir este enorme vazio silencioso?
Tu és o silêncio!
Do nada criaste vida,
tudo quanto existe
é demasiado belo,
provisoriamente belo
para sermos nós a sua origem!
Como viver intensamente tão breve tempo?
Como colorir este enorme vazio silencioso?
Mark Rothko 1952

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mudar o mundo

"Quando eu era jovem e livre, sonhava em mudar o mundo.
Na maturidade, descobri que o mundo não mudaria.
Então, resolvi transformar meu país.
Depois de algum esforço, acabei por perceber que também não era possível.
No final dos meus anos, procurei mudar minha família, mas eles continuaram a ser como eram.
Agora, no leito de morte, descubro que minha missão teria sido mudar a mim mesmo.
Se tivesse feito isso, eu seria capaz de transformar minha família.
Então, com um pouco de sorte, esta mudança afectaria meu país e quem sabe o mundo inteiro."
Epitáfio de um bispo inglês do ano de 1100, abadia de Westminster.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Opinião


 
Quando a maioria segue as modas ou a opinião dos outros, deixa de pensar, de analisar e de seguir como que em rebanho, não vive a sua vida, não é ele é um clone de alguém...
Vale a pena refletir no pensamento que se segue...
 
 
Opinião Independente

É fácil viver no mundo conforme a opinião do mundo: é fácil na solidão viver conforme a própria opinião; mas grande homem é o que, no meio da multidão, conserva com plena serenidade a independência da solidão.
Ralph Waldo Emerson, in 'Ensaios'

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Fome em alimento


Faça com que sua fome se transforme em seu alimento. Você só pode tomar uma decisão
– e perseverar nela – se esta decisão for muito importante para a sua vida.
Certas coisas são apenas caprichos, desejos que passam no dia seguinte. Mas há coisas sem as quais não podemos passar: amor e esperança, por exemplo.
Você só obtém o que quer quando precisa disto para viver. Não adianta forçar uma situação, desperdiçando energia inutilmente. É preciso ter fome, saber que – sem o que deseja – não viverá por muito tempo.
Se chegar a tal conclusão, ninguém conseguirá impedi-lo.
Paulo Coelho

 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Questão de tempo


"Frei Betto, ao comentar os desafios da oração, sugere que para disciplinar a mente durante a prece devemos limpá-la de todas as imagens. Como é muito difícil lutar contra os pensamen­tos, precisamos tratá-los como nuvens: eles chegam e partem, cruzando a nossa imaginação, como as nuvens cruzam o céu azul.
E nos lembra de um método de concentração muito utilizado no Oriente: cuidar dos pequenos detalhes. Um zen-budista utiliza uma tarefa comum – como beber água, por exemplo – para aproximar-se de Deus. Pega o copo, coloca a água, percebe sua beleza e sua doçura – enquanto a bebe. Sem ansiedade com o tempo, consegue fazer de cada gesto um rito de aproximação da Divindade.
“Devemos falar com Deus o tempo suficiente para poder escutá-lo”, diz frei Betto."  Paulo Coelho

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Siga adiante

 
«Faça o que tiver que fazer. Com coragem ou com indecisão, não importa: siga adiante.
Claro que você irá escutar opiniões desfavoráveis. Mas, antes de dar ouvidos a qualquer coisa, procure saber se quem dá estas opiniões já realizou um trabalho melhor que o seu. Geralmente, quem critica nunca viveu seu próprio sonho; apenas os vencedores são tolerantes e generosos.
Por que, então, criticam? Porque, a cada passo que você dá adiante, esta pessoa ficou um passo atrás. Para ela, é duro aceitar que você está atingindo tudo que ela julgou inalcançável. Confia em Deus e segue adiante – escutando os conselhos, e evi­tando as críticas. Você errará muitas vezes; não tem importância. Errar faz parte do caminho.
“O latido de um cão não afeta o curso das nuvens”, diz um pro­vérbio árabe».                                   Paulo coelho

terça-feira, 28 de maio de 2013

Pedras no caminho...

 

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

terça-feira, 21 de maio de 2013

Nem tudo são palavras



 
«Lembra-te, antes de falares, que é necessário escutar e só então, das profundezas de um coração aberto, podes falar e Deus entende-te» (T. CALCUTÁ, No greater love, 9). Sabendo que Deus a conhecia (Slm 138, 1), Teresa reconheceu numa carta privada: «sinto um vazio e um silêncio tão grande que eu olho e não vejo, oiço e não escuto, a língua move-se e não falo» (T. CALCUTÁ, Come be my light, 270).
Como é que uma habitante da expectativa silenciosa consegue falar assim de Alguém que diz não escutar? Talvez porque num diálogo nem tudo sejam palavras.
 

sábado, 18 de maio de 2013

Ser igual...

 
 
"Todos sofremos. 
O mesmo ferro oculto
Nos rasga e nos estilhaça a carne exposta
O mesmo sal nos queima os olhos vivos.
Em todos dorme
A humanidade que nos foi imposta.
Onde nos encontramos, divergimos.
É por sermos iguais que nos esquecemos
Que foi do mesmo sangue,
Que foi do mesmo ventre que surgimos." 
Ary dos Santos


 

 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A flor de Deus

 
"Em pequena, Miss Whittemore levava flores aos empregados. Dizia que eram do pai ou de um outro empregado. Isso melhorava a relação entre as pessoas, mesmo quando descobriam que era tudo iniciativa da criança rica e mimada. […] Miss Whittemore sentia, em criança, que aquelas florzinhas do campo eram capazes de atar as pessoas umas às outras, como as letras compõem as palavras, e imaginou fazer isso pelo mundo todo. Depois foi percebendo que o mundo não acabava nos muros da feitoria, como sempre achara. Então, entrou numa Igreja e deixou uma flor no altar: Deus que a distribuísse pelos homens.

Um dia, contou essa história ao professor Borja:
- Em pequena, deixava flores às criadas do meu pai com o nome de outra criada. E a criada que recebia a flor ficava encantada e dava uma flor de volta. Punha toda a gente a dar flores a toda a gente. Era assim que acreditava em Deus.
- Deus não estava envolvido. Não precisamos dele para nada.
- Pelo contrário, foi assim que passei a acreditar. Deus era o gesto de dar aquelas flores. Era criança, mas percebi isso claramente. Era o gesto, professor, o gesto, e não o objecto. O gesto humano e não o sujeito castigador, enorme, barbudo e omnipotente.”
(Afonso Cruz, Jesus Cristo bebia cerveja).

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ter coração


"É o momento oportuno para transcrever aqui o famoso texto de Castaneda sobre as escolhas que temos que fazer:
“Cada caminho é apenas um entre milhões de caminhos, não esqueça. Se você acha que não deve segui-lo, não precisa ir adiante. O fato de abandoná-lo não pode agredir você, nem pode ofender ninguém”.
“A sua decisão de seguir ou abandonar um caminho deve ser livre de medo ou ambição. Eu lhe aviso: examine cada caminho com atenção e propósito. Experimente-o tantas vezes quantas julgar necessárias. E pergunte a você mesmo: este caminho tem coração? Se tiver, o caminho é bom. Se não tiver, não tem qualquer utili­dade”. Paulo Coelho

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Que tempo é o nosso?


Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objeto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros. Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras.
E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de refletir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida?
            Desamparado até à medula, afogado nas águas difíceis da sua contradição, morrendo à míngua de autenticidade - eis o homem! Eis a triste, mutilada face humana, mais nostálgica de qualquer doutrina teológica que preocupada com uma problemática moral, que não sabe como fundar e instituir, pois nenhuma fará autoridade se não tiver em conta a totalidade do ser; nenhuma, em que espírito e vida sejam concebidos como irreconciliáveis; nenhuma, enquanto reduzir o homem a um fragmento do homem. Nós aprendemos com Pascal que o erro vem da exclusão.

                                                                             Eugénio de Andrade, in 'Os Afluentes do Silêncio'