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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Pensamento diário
"Amor fraterno não é apenas um sentimento, como uma simpatia ou afecto para com o outro, é uma inspiração de gestos concretos como a partilha os bens, a hospitalidade, o serviço, o perdão." (Jean-Marie R. Tillard)
domingo, 29 de agosto de 2010
O mundo está sempre a florescer
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
O vencedor aprende com o vencido
Os exércitos de Alexandre o Grande preparavam-se para tomar uma cidade na África. Mas as portas se abriram, sem resistência; a população era quase toda feminina, já que os homens haviam morrido nos combates contra o conquistador.
No banquete da vitória, Alexandre pediu que lhe trouxessem pão. Uma das mulheres trouxe uma bandeja de ouro, coberta de pedras preciosas, com um pedacinho de pão ao centro.
“Não posso comer pedras preciosas e ouro; o que pedi foi pão!”, bradou.
E a mulher respondeu: “Alexandre, não tem pão em seu reino? Precisava vir buscá-lo tão longe, matar tanta gente por causa disso?”
Alexandre continuou suas conquistas, mas – antes de partir dali, mandou gravar numa pedra:
“Eu, Alexandre o Grande, vim até a África para aprender com estas mulheres que as vezes a ambição pode não levar a nada”. Paulo Coelho
No banquete da vitória, Alexandre pediu que lhe trouxessem pão. Uma das mulheres trouxe uma bandeja de ouro, coberta de pedras preciosas, com um pedacinho de pão ao centro.
“Não posso comer pedras preciosas e ouro; o que pedi foi pão!”, bradou.
E a mulher respondeu: “Alexandre, não tem pão em seu reino? Precisava vir buscá-lo tão longe, matar tanta gente por causa disso?”
Alexandre continuou suas conquistas, mas – antes de partir dali, mandou gravar numa pedra:
“Eu, Alexandre o Grande, vim até a África para aprender com estas mulheres que as vezes a ambição pode não levar a nada”. Paulo Coelho
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Leproso
O leproso agora sou eu.
O Arcebispo de Tanger, Santiago Agrelo, faz uma relfexão sobre o evangelho e conta como ele um dia se deu conta de que o leproso a quem Jesus toca e cura é ele. Diz ainda que nesse dia aprendeu a olhar para si mesmo de outro modo, não já com julgamento e condenação mas com agradecimento para com Aquele que o curou. Diz ainda que, nesse dia aprendeu a olhar para os outros sem condenação mas com o amor daquele que nos cura a todos da lepra. Na verdade, diz ele ainda, na Igreja somos todos leprosos. Uns foram curados, outros não querem ser curados, outros não sabem que são leprosos, outros não sabem que podem ser curados, outros foram curados e não sabem, mas todos somos leprosos. Nenhum de nós se curou a si mesmo e nenhum de nós pode curar os outros. Todos recebemos de graça, a graça que transportamos em vasos de barro.
O Arcebispo de Tanger, Santiago Agrelo, faz uma relfexão sobre o evangelho e conta como ele um dia se deu conta de que o leproso a quem Jesus toca e cura é ele. Diz ainda que nesse dia aprendeu a olhar para si mesmo de outro modo, não já com julgamento e condenação mas com agradecimento para com Aquele que o curou. Diz ainda que, nesse dia aprendeu a olhar para os outros sem condenação mas com o amor daquele que nos cura a todos da lepra. Na verdade, diz ele ainda, na Igreja somos todos leprosos. Uns foram curados, outros não querem ser curados, outros não sabem que são leprosos, outros não sabem que podem ser curados, outros foram curados e não sabem, mas todos somos leprosos. Nenhum de nós se curou a si mesmo e nenhum de nós pode curar os outros. Todos recebemos de graça, a graça que transportamos em vasos de barro.
Gosto muito deste senhor e do que ele escreve. Quando for grande quero ser como ele.
sábado, 21 de agosto de 2010
Perder
Perdemos tantas coisas. Ficamos tantas vezes a olhar para trás, para o que, dizem, a vida leva. Eu prefiro dizer, para o que já vivemos ou não vivemos porque não quisemos e desperdiçámos. De facto perdemos muitas coisas, mas... nem tudo o que perdemos é muito importante. Há, no entanto, algumas coisas que o são. Perdemos, hoje só quero dizer isto, as pessoas. Perdemo-nos uns dos outros só porque naquele dia, naquele, lugar, àquela hora as coisas não correram bem. Ou porque naqueles dias, daquela fase da nossa vida, nada correu bem. Ou porque durante tempo, da nossa vida, sabe-se lá porquê não entendemos bem as coisas que ocorreram. Ou ainda porque em circunstâncias zen, não estavamos ou não estavam para nos aturarmos uns aos outros com as esquesitices de cada um. Tudo passou, todos mudámos, todos somos diferentes e estamos a perder. Estamos pelo menos a perder-nos uns dos outros, sem querer, mas de facto. E tanto que temos para dar uns aos outros. E tanto que há para receber uns dos outros. E quanto poderíamos viver e não vivemos apenas porque não queremos e não queremos porque ficámos fechados naquele dia, naquele lugar, naquela hora em que as coisas não aconteceram como queríamos e julgamos que vai ser assim para sempre. Podia, pode sempre ser diferente se... eu quiser.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Mergulho
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Pensamento diário
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Mesmo nos meus sonhos...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Compaixão
O espaço dos abraços, dos afectos, dos encontros é a compaixão. Passamos. Andamos. Corremos. Temos caminho. Há um percurso. Imagens. Pessoas. Vidas. Lugares. Acontecimentos. Tudo passa por nós. De tudo o que passa apenas fica em nós aquilo que foi banhado pela compaixão. Tudo o resto é pouco, pobre e muitas vezes nada. A paisagem é linda. A pessoa foi fantástica. O cinema excelente. A música divinal. Passou. Em que ficou apenas a compaixão. Dada ou recebida. Fica em mim a compaixão.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Cada pessoa que passa na nossa vida
«Cada pessoa que passa em nossa vida
passa sozinha,
é porque cada pessoa é única
e nenhuma substitui a outra!
Cada pessoa que passa em nossa vida
passa sozinha
e não nos deixa só,
passa sozinha,
é porque cada pessoa é única
e nenhuma substitui a outra!
Cada pessoa que passa em nossa vida
passa sozinha
e não nos deixa só,
porque deixa um pouco de si
e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida
e a prova de que as pessoas
não se encontram por acaso.»
........................................
Autor: Charles Chaplin
e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida
e a prova de que as pessoas
não se encontram por acaso.»
........................................
Autor: Charles Chaplin
sábado, 7 de agosto de 2010
As palavras
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
“Não tenhais medo do silêncio”, pede Bento XVI
“Ele [Papa Celestino V] pôs-se a viajar em busca da verdade e da felicidade, pôs-se em busca de Deus e, para ouvir sua voz, decidiu desligar-se do mundo e viver como eremita. O silêncio passa a ser assim o elemento que caracteriza sua vida quotidiana”.
Para nós, acostumados a viver “numa sociedade para qual todo o espaço e todo o momento devem ser ‘preenchidos’ com iniciativas, actividades e sons”, a verdade é que “com frequência não resta tempo para escutar e para dialogar”, razão pela qual o seu testemunho ganha especial importância, observou o Papa.
“Não tenhamos medo de fazer silêncio dentro e fora de nós, se quisermos ser capazes não apenas de perceber a voz de Deus, como também a voz dos que estão ao nosso lado, a voz dos outros”, exortou.
Bento XVI, nos 800 anos do nascimento de Pietro da Morrone, que se tornou Papa com o nome de Celestino V, eleito em 1294, tendo renunciado poucos meses mais tarde para regressar à vida de eremita.
Para nós, acostumados a viver “numa sociedade para qual todo o espaço e todo o momento devem ser ‘preenchidos’ com iniciativas, actividades e sons”, a verdade é que “com frequência não resta tempo para escutar e para dialogar”, razão pela qual o seu testemunho ganha especial importância, observou o Papa.
“Não tenhamos medo de fazer silêncio dentro e fora de nós, se quisermos ser capazes não apenas de perceber a voz de Deus, como também a voz dos que estão ao nosso lado, a voz dos outros”, exortou.
Bento XVI, nos 800 anos do nascimento de Pietro da Morrone, que se tornou Papa com o nome de Celestino V, eleito em 1294, tendo renunciado poucos meses mais tarde para regressar à vida de eremita.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Da visita de um anjo
O “Verba Seniorum” – coleção de textos sobre os monges que viviam no deserto, no começo da era cristã – conta a história de um ermitão que conseguiu jejuar durante um ano, comendo apenas uma vez por semana.
Depois de tanto esforço, pediu que Deus lhe revelasse o verdadeiro significado de determinada passagem bíblica. Não escutou nenhuma resposta. “Que desperdício de tempo”, disse o monge para si mesmo. “Fiz todo este sacrifício e Deus não me responde! Melhor sair daqui e encontrar algum outro monge que saiba o significado deste texto”.
Neste momento, apareceu um anjo. “Os 12 meses de jejum só serviram para você acreditar que era melhor que os outros, e Deus não escuta os vaidosos”, disse o anjo. “Mas quando você foi humilde, e pensou em pedir ajuda ao seu próximo, Deus me enviou”.
E o anjo revelou ao monge o que ele queria saber. Paulo Coelho
Depois de tanto esforço, pediu que Deus lhe revelasse o verdadeiro significado de determinada passagem bíblica. Não escutou nenhuma resposta. “Que desperdício de tempo”, disse o monge para si mesmo. “Fiz todo este sacrifício e Deus não me responde! Melhor sair daqui e encontrar algum outro monge que saiba o significado deste texto”.
Neste momento, apareceu um anjo. “Os 12 meses de jejum só serviram para você acreditar que era melhor que os outros, e Deus não escuta os vaidosos”, disse o anjo. “Mas quando você foi humilde, e pensou em pedir ajuda ao seu próximo, Deus me enviou”.
E o anjo revelou ao monge o que ele queria saber. Paulo Coelho